segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Se a resposta é o tempo, qual é a pergunta?


Estive pensando sobre muitas coisas importantes ultimamente, mas sempre me esquecia das coisas que passam despercebidas. Talvez por isso passem despercebidas, não? Mas é que é impossível parar para reparar os pássaros no fim do dia ou no começo da manhã, é difícil encarar o complexo e continuar o dia-a-dia monótono de nossas vidas.

Lembrei desses detalhes enquanto recuperava uma foto que fiz há um ano. Apaixonado pelos detalhes, um detalhe me passou batido. Um passarinho escondido na foto fazia uma bela pose. Delicadeza e rigidez. Paciência e efetividade. Levou um ano para que o pássaro me comovesse, como isso passou batido?

Passei batido também enquanto jogava baralho com meus avós, mas não tinha importância. Naquele momento ganhar não importava.

É isso. Talvez o pássaro não importasse um ano atrás, talvez o golpe foi da câmera na mão desse fotógrafo desastrado. Talvez o mundo continuasse girando e como num contrato vitalício, assinasse esse detalhe que apareceu depois de tanto tempo.

O perigo de perder o imediato é que as pessoas esperam demais. Querem tudo para ontem. Mas o ontem já passou e eu nem aproveitei. Se a resposta é o tempo, qual é a pergunta?

Atentos e fraternos abraços!
Thailan de Pauli Jaros
13AGO2018